O PROJETO ESCOLA +.-INTERVENÇÃO NA REFORMA DO ENSINO SECUNDÁRIO (2009-2012)

Maria Antonia Barreto
CEA – Centro de Estudos Africanos
ISCTE-IUL
IP Leiria

antonia@ipleiria.pt


Está a decorrer em São Tomé e Príncipe a reforma do ensino secundário enquadrada por um projeto da cooperação portuguesa, o projeto ESCOLA +, coordenado pela Fundação Marquês de Valle Flor. Na implementação do projeto houve recurso a varias parcerias, entre elas, a da Escola Superior de Ed ucação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, coordenada pela autora desta comunicação.

O projeto ESCOLA + estruturou-se em quatro vectores:

Formação de diretores escolares: com um sistema administrativo centralizado e com um fraco enquadramento legal, a direção da escola, de nomeação política, tem uma intervenção restrita a nível do funcionamento da instituição. O projeto visou contribuir para a publicação de legislação e aquisição de competências para a definição de estratégias de desenvolvimento institucional.

Formação pedagógica de supervisores: a maior parte dos docentes do secundário não tem formação científica nem pedagógica. O projeto visou a aquisição de competências pedagógicas e o desenvolvimento das lideranças intermedias nas organizações.

Atualização do currículo escolar: o currículo estava organizado numa via única até ao 10º ano (secundário geral) e em duas vias no secundário complementar. O conteúdo das disciplinas foi-se estabelecendo pela rotina sem corresponder as necessidades de um ensino de qualidade. O projeto visou a fixação dos programas curriculares, a criação do 12ºano e a clarificação de duas linhas curriculares. Formação geral, formação profissionalizante.

Disponibilização de manuais escolares: existem apenas um número restrito de manuais escolares até a 8º ano de escolaridade e já desatualizados. O projeto visou a produção de manuais de raiz ou adaptados, para todas as disciplinas;

Criação de um corpo de inspetores do ensino secundário: não existem práticas inspectivas neste segmento de ensino dai a necessidade da sua criação e com atribuições amplas no domínio da supervisão, avaliação docente e institucional, provedoria e auditoria.

A comunicação vai conter a descrição sucinta da implementação do projeto, com as alterações introduzidas no decurso, a reflexão avaliativa sobre os resultados e os processos, a identificação de constrangimentos e de condicionalismos favoráveis.

Keywords: reforma do sistema educativo, cooperação na educação , desenvolvimento

Biography note: Maria Antónia Barreto é docente do Instituto Politécnico de Leiria e investigadora do CEA-IUL. Tem colaborado em projetos no âmbito da educação e desenvolvimento nos PALOP. Em São Tomé e Príncipe tem vindo a coordenar por parte do IPL a vertente da formação de diretores e supervisores escolares no âmbito do projeto ESCOLA +(reforma do ensino secundário), implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flor, em parceria com o IPAD.


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